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Mostrando postagens de 2013

Custo benefício da segurança para a indústria automobilística

  Afirmar e reafirmar a preocupação com a segurança dos carros produzidos no Brasil, parece um discurso tentador e fácil para uma imprensa sempre ansiosa por algo que desabone o governo. Não interessa se haverá demissões - com o fim de linhas de produção de automóveis os quais os dispositivos de segurança não são compatíveis a suas 'arcaicas-idades' -, não interessa se os nossos já muito caros veículos comercializados por grandes e médias montadoras (asiáticas no meio), serão encarecidos ainda mais por praticarem as mais altas e absurdas margens de lucro do planeta, à fim de abastecerem suas respectivas matrizes no primeiro mundo carentes de recursos para enfarar a fome por dividendos de seus acionistas.  No fim, o alvo predileto da grande mídia é sempre o governo; em debates ancorados dentro da mais pura conotação ideológica contrária a toda e qualquer política do governo - que é sempre a de culpa-lo, vilaniza-lo ou enfim, responsabiliza-lo por aquilo que se acredita se...

Uma iniciativa privada que ainda não descobriu o seu papel

 Todos os anos a mesma lenga-lenga se repete sobre a falta de infraestrutura de armazenamento de grãos no Mato Grosso; difícil entender que depois de 20 anos se despontando como celeiro brasileiro de grãos, ainda não se tenha resolvido gargalos de infraestrutura que não dependem tanto de intervenção governamental, essencialmente quando se pensa naquilo que o governo federal poderia ter feito à respeito. Afinal, como manda a regra do bom e velho capitalismo, parte dos lucros precisam ser canalizados para novos investimentos.   A palavra-chave que se torna garantia para mais produtividade e mais lucros, parece que não entra na cabeça de boa parte dos empresários nacionais, seja ele de qual segmento for. Lógico que infraestrutura é essencial para a continuidade de desenvolvimento em qualquer cadeia de atividade produtiva e depender de iniciativas públicas para tudo, quando o governo é sempre chamado ao contingenciamento  de recursos para garantir o pagame...

Descobriram a pólvora: 'E se a inflação veio da oferta?'

 Muito interessante o artigo de Fernando Dantas no jornal O Estado de S. Paulo  (confira no link), do último dia 03 em que cita a análise sóbria e altamente dentro da realidade brasileira atual, do economista chefe da corretora CM Capital Markets, Darwin Dib. Ele que também foi analista de contas externas no Departamento de Economia do Itaú, é considerado pouco heterodoxo no meio em que atua, portanto com uma análise muito isenta sobre o que se passa na economia brasileira nos dias de hoje.  Embora seja de tendência ortodoxa, Darwin Dib defende algo que beira - nas palavras de Fernando Dantas -, uma verdadeira 'heresia' para aqueles que possuem uma linha de pensamento semelhante à dele. Dib sustenta que o Banco Central deve manter a taxa Selic em 7,25% até o final do mandato da presidente Dilma Rousseff e ainda frisa que a autoridade monetária está coberta de razão nisso.   O economista diz que heresia seria a defesa de elevações na Selic por conta de ...