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Mostrando postagens de 2012

Jesus e a ficção

 Um enredo perfeito que inspirou tantas outras histórias da ficção. Jesus seria o 'super-herói' sob medida para qualquer tipo de história 'criada' pelo homem com fins comerciais de entretenimento de massas, se não tivesse o 'final triste' da cruz.  Certamente a cruz não combina com super-heróis e ela de certa maneira é o simbolismo da derrota, da dor; simboliza que o 'Jesus super-herói' não passa de um reles mortal; que sangra; sente dor e o pior: passa por todos os tipos de humilhações possíveis.  No máximo o que os enredos dos heróis da ficção nos oferece, é um exílio forçado do personagem principal, donde mais tarde - depois de recuperada suas forças -, o mesmo retorna mais forte do que antes e então triunfa sobre o seu inimigo.  Até mesmo numa situação dessas, o cinema se inspira na história de Cristo, para dar um pouco mais de realismo, e ou mesmo, um singelo toque sutil de humanismo ao personagem retratado no filme, numa situação alus...

Resultado das exportações de grãos em Goiás

Artigo de Marcus Eduardo de Oliveira Extraído do site Rio Verde Agora   Historicamente, a luta pelo acesso à terra no Brasil sempre deixou corpos de camponeses molhados de sangue espalhados pelo chão. No decorrer do tempo esses corpos somente ocuparam as covas largas e profundas do latifúndio, ilustrando assim a poesia de João Cabral de Melo Neto. Conflitos, trabalho em condições análogas à escravidão e concentração de terras, são profundas marcas que sangram a história amarga desse País. Nossa ainda intacta estrutura agrária,  tacanha desde a gestação das cartas de sesmarias e das Capitanias Hereditárias somente fez, desde então, grassar latifúndios improdutivos.  Pela força dos grandes proprietários, incontáveis braços nunca puderam roçar seu próprio pedaço de solo, pois a reforma agrária sempre foi vista como ameaça ao direito de propriedade. Resultado? Muita gente sem terra e muita terra sem gente (são mais de 90 milhões de hectares improdutivos e somam-se m...

O PIB brasileiro reage

 Pelo visto a reação da atividade econômica brasileira, balizados sob as medidas de estímulo do governo, parecem surtir seus primeiros efeitos significativos na economia nacional.  A semana que passou ficou marcada pelo o anúncio feito pelo Banco Central, através do IBC-Br - Índice de Atividade Econômica do Banco Central -, considerado uma prévia dos números do PIB - Produto Interno Bruto -, o qual demostrou um acréscimo no ritmo da economia de 0,98% no mês de agosto sobre o mês de julho, que segundo o mesmo índice, havia registrado 0,49%.   Há 17 meses consecutivos a economia brasileira vem registrando aumento da atividade através do IBC-Br. E o mês de agosto, foi onde se registrou o maior nível de produção na economia brasileira, desde março de 2011, quando houve registro de aumento de 1,23% no PIB.  Não resta a menor sombra de dúvidas, de que a isso se devem as medidas de estímulo do governo na economia nacional, que em grande parte, possui certa res...

Energia um pouco mais competitiva

 Considerado um dos grandes gargalos de nossa infraestrutura, a energia elétrica no Brasil, passa por sua primeira 'reforma', desde o surto desvairado privativista dos anos 90 no setor, que simplesmente é estratégico para o desenvolvimento de qualquer nação.  Com o anúncio de redução nas tarifas de energia feito pela presidente Dilma Rousseff, na última quinta-feira, durante seu pronunciamento de feriado de 7 de setembro , transcorre em decorrência disso, como um verdadeiro alento para consumidores e o setor produtivo, cansados de pagar elevadas tarifas de energia, e o que vem em cima disso, naquilo que é repassado da composição de custos de fabricação dos produtos das empresas ao consumidor.   Mais uma vez, é importante ressaltar que a composição tributária nas contas de energia, não provém apenas da esfera federal na figura do PIS/PASEP e COFINS. Ela é oriunda em sua maior parcela, do ICMS (que em Minas Gerais por exemplo, é de 30%; E em Goiás que é de 29...

Custo da mão-de-obra X produtividade

  A economia brasileira está sofrendo embates no mínimo contraditórios por conta do resultado do PIB do segundo trimestre e que por sua vez ajuda a muitos, sustentarem a defesa de teses neoliberais; de que é necessária a implementação de reformas - principalmente tributárias e trabalhistas -, argumentado que pelo bem da competitividade do país se torna necessário a adoção de um "mal".  Ou seja, a propositura de um sacrifício; contudo não da parte dos empresários, mas sim, dos trabalhadores e do governo.  Embora a atividade industrial esteja dando sinais de estar sendo o patinho feio  da economia, foi ela quem mais concedeu aumentos aos seus trabalhadores acima da inflação em cerca de 98% das categorias,  enquanto na outra ponta, também argumenta-se de que a produtividade do trabalhador da indústria, também tenha caído.   Eis a pergunta que não quer calar:  A culpa é do trabalhador, por estar produzindo menos e ganhando mais?  E ...

Mudança de modelo no desenvolvimento brasileiro

  Os dados sobre a economia brasileira da última semana, sinalizam  os efeitos quase nulos das medidas de estímulo do governo federal, e o que de fato, o consumidor e o trabalhador têm absorvido em benefícios práticos em sua vida.    A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), sobre a 'linha branca' por exemplo, onde mesmo com esses benefícios, a indústria de fogões, máquinas de lavar e geladeiras reajustaram seus preços para cima, sob a alegação de que por conta do aumento do câmbio, teria havido um consequente aumento nos custos de importação de alguns componentes para fabricação desses produtos, e que por sua vez, estaria influenciado nesses reajustes.  No mesmo bojo dos benefícios tributários para a indústria, se encontram os funcionários da General Motors de São José dos Campos em São Paulo, que foram surpreendidos com um programa de demissões voluntárias.  Avaliando o impacto quase nulo nos resultados da economia brasileir...

Dores do Rio Verde

Este mês comemoramos o tradicional aniversário de Rio Verde e fazemos aqui uma série com duas postagens sobre a história econômica desta que se tornou a grande surpresa da última década com seu vertiginoso crescimento. Desordenado é claro. E o pior! Sem nenhuma expectativa de que o seu padrão de expansão vá melhorar no futuro. Rio Verde surgiu no início do século XIX, com a doação de terras devolutas, feitas através de um decreto imperial que determinava a referida doação a quem se dispusesse a desbravá-las.  Foi nesse espírito desbravador que o 'paulista', José Rodrigues de Mendonça, saiu de sua cidade -Casa Branca, no interior de São Paulo- rumo às terras que já estavam destinadas a serem dele.  Rodrigues de Mendonça que dá nome a uma praça no ‘centro antigo’ de Rio Verde deve ter chegado à região entre 1838 e 1840.  Aproximadamente uma década depois, Rio Verde se emancipava com o nome oficial de: Nossa Senhora das Dores do Rio Verde ou simplesmente, ‘Dores do Ri...

Rio Verde moderna

 Dando seqüência ao último post, em comemoração ao aniversário de 164 anos de Rio Verde, no próximo dia 05 de agosto, vamos iniciar de onde paramos: a década de 1960, quando relatei que a cidade enfim, inebriava-se num breve período onde a dupla Mauro Borges (governador do Estado) e Paulo Campos (prefeito), inaugurava uma fase onde o centro de Rio Verde passava por sua modernização.   Ruas de terra ou calçadas com paralelepípedo em basalto davam lugar ao asfalto. O paralelepípedo teve uma outra destinação, e foi usado como guias de sarjetas das novas ruas recém-pavimentadas.  Os postes que sustentavam a rede de energia elétrica de aroeira, deram lugar a modernos postes de concreto e uma iluminação pública mais potente ganhava as ruas da cidade. Tudo da energia provida de Cachoeira Dourada.  Conta-se que a primeira rua a ser pavimentada foi a Rua João Belo, (atualmente, Rua São Sebastião no centro antigo de Rio Verde). E o asfalto ficou tão bom, que a n...

A fábula da raposa

http://www.franciscanos.org.br/ Existiu um lenhador que acordava às 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite. Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança. Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho. Todas as noites, ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada. Os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem; e portanto, não era confiável. Quando ela sentisse fome comeria a criança. O lenhador sempre retrucando com os vizinhos falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiram. - Lenhador, abra os olhos. A raposa vai comer seu filho. Quando sentir fome, comerá seu filho! Um dia, o lenhador muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários – ao chegar em casa viu a raposa sorrindo c...

Vá entender

 Ontem o Dólar estava abaixo de R$ 1,80 ou (um real e oitenta centavos) e tinha gente que reclamava por conta de que isso torna os produtos brasileiros – essencialmente commodities – menos competitivos. Hoje (mais precisamente ontem mesmo) a moeda norte-americana encostou nos R$ 2,00 e tem gente ‘preocupada’ com a inflação por conta também, dos números de abril que mostraram uma alta significativa em relação a março. Seria motivo para arrancarmos os cabelos e cairmos em desespero por termos optados por enfrentar a questão da competitividade de nossos produtos e os spreads bancários? Talvez esse seria o preço a ser pago.  Nos anos 1990, dizia-se que o remédio contra a inflação deveria ser amargo, e a população quase nunca rejeitava essas doses. Agora chegou a vez do mercado, e já ele...  Muitos afirmam que a importação de máquinas e insumos para a indústria ficará mais cara agora com o encarecimento do Dólar. Dos insumos talvez, quem sabe, mas incidirá muito ...

Furo na couraça

Por José Paulo Kupfer O Estado de S. Paulo Divulgado na véspera do 1º. de maio, o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre as perspectivas do emprego no mundo, edição 2012, é um libelo contra as políticas de austeridade fiscal e flexibilização trabalhista, adotadas principalmente na Europa, como remédio para enfrentar a crise econômica global. Segundo Raymond Torres, principal autor do levantamento, não só a austeridade fiscal não produziu crescimento econômico como as reformas trabalhistas implantadas são ineficientes e tendem a promover mais desemprego. Traduzida em números, a situação é alarmante. A previsão da OIT é de que o desemprego no mundo atingirá mais de 200 milhões de pessoas neste ano, volume 6% superior ao estoque de desocupados em 2011. Em média, 40% dos trabalhadores entre 25 e 49 anos, no auge, portanto, da vida produtiva, estão sem emprego, no mundo desenvolvido. Em certas economias, como a da Espanha, o desemprego entre jovens até 25 an...