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Mostrando postagens de 2014

Talk show de esquerda

 O que dizer sobre os últimos posicionamentos dos quais poderíamos enumerar como no mínimo contraditórios da parte de Jô Soares?  O número 1 dos talk shows brasileiros, que há quase três décadas ficou conhecido por seu bordão: "beijo do gordo" - inicialmente no SBT (e mesmo antes disso com o humorístico na Globo "Viva o Gordo") -, parece que resolveu também brindar com o ósculo da amizade, aquilo o que muitos classificariam como que uma guinada à esquerda de sua parte.  Apesar de ainda fazer piadas com o escândalo da Petrobras, Jô Soares tem mantido posições firmes, quando o assunto fica sério.   Sua última interjeição, foi quando ao iniciar um comentário sobre a atuação do deputado Jair Bolsonaro em relação à deputada Maria do Rosário, foi interrompido por um rapaz da platéia que fez um louvor público ao nome de Bolsonaro. Jô quis saber de quem partia tal iniciativa e o mesmo logo se manifestou.   "Eu já ouvi muitas bobagens na minha...

Mitos sobre a elevada carga tributária e a revisão da meta fiscal brasileira

 O brasileiro de classe média ou alta, é mesmo um piadista: deseja serviços de primeiro mundo, mas quer pagar impostos da forma como acontece nas mais atrasadas das sub-democracias asiáticas ou orientais.   E o pior, acha que pode exigir que o governo cumpra suas metas fiscais, mesmo em um ambiente em que tivemos baixo crescimento - com consequente redução na arrecadação e com a sonegação de impostos beirando 500 bilhões de reais/ano -, e que ainda aumente o repasse de recursos para a saúde, a educação, a conservação de estradas e toda a infraestrutura do País.  A Globo ainda na prática da política de "inocente engana trouxa", exibirá na próxima sexta, um documentário no programa jornalístico 'Globo Repórter' sobre o padrão de vida vivido pela população da Suécia (que é desde a década de 1950 promovida pelas políticas de Estado de bem-estar social).  Já a edição do Jornal Nacional desta quarta-feira (03), engrossou o discurso alienante reacionário com um...

A base da pirâmide

    Artigo de João Paulo da Cunha Gomes  A felicidade é o objetivo do objetivo supremo de cada indivíduo. A felicidade do maior número de pessoas é o que almeja a sociedade.   Pretendeu-se, dentre outras coisas, quando se pensou no conceito de liberdade, no século XVIII, que esta criasse as condições para que os homens buscassem a felicidade através do desenvolvimento de suas aptidões, visando sua participação na vida política.  Idealizou-se que o Estado não deveria interferir na iniciativa individual, limitando-se a garantir outros serviços considerados essenciais à coletividade.   A livre concorrência, associada às aptidões pessoais dos indivíduos, se encarregaria de harmonizar a vida em sociedade.  Trata-se do liberalismo, que possui como sua principal obra propagandística "A Riqueza das Nações", escrita por Adam Smith em 1776.  Ocorre que essa tal liberdade, após a derrubada do Antigo Regime, na prática não ...

Somos mais de 200 mil

  Saiu ontem a estimativa populacional dos municípios brasileiros. Rio Verde agora conta exatos 202.221 habitantes, um incremento de 5.173 pessoas em um período de um ano.  Embora a população do município continue crescendo vertiginosamente - com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontando Rio Verde como uma das sete cidades que mais cresceram no período entre 2003 e 2013 -, autoridades e mesmo candidatos a autoridades acreditam que o atual nível de desenvolvimento econômico rio-verdense é satisfatório.   Argumentam ainda que seria perigoso para a saúde social do município promover novas alavancagens ao seu desenvolvimento, pois corre-se o risco do "inchaço populacional".  Ocorre que esse inchaço populacional como já diagnosticado pelo IBGE, já vem acontecendo em Rio Verde há pouco mais de dez anos, e o atual nível de desenvolvimento econômico quase não é capaz de acompanhar esse inchaço populacional.  Porém ...

O banco dos Brics

 Na semana passada um acordo histórico marcou o mundo das finanças com o anúncio da crianção do Banco dos Brics.   Os Brics, como se sabe, é o conjunto de países formado por Brasil, Rússia, China e África do Sul que juntos respondem por quase 20% do PIB mundial.  O termo na verdade nasceu de um acrônimo cunhado pelo economista do Banco Goldman Sachs, Jim O'Neill - inicialmente apenas como Bric (sem o 'S' de África do Sul) -, por meio de um estudo no qual ele aponta que essas economias num futuro próximo passariam a ter papel quase central na economia do globo.     O fato de esse acordo ter o Brasil como anfitrião enfoca o lado grande do País no cenário internacional atualmente, e o consolida como líder regional e protagonista pleno nas decisões que envolvem esses novos atores na moldura da nova ordem mundial.   O Brasil como anfitrião do acordo de criação do banco, reflete sua importância crescente no cenário das decisões multilat...

É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5, 1)

  Nesta quarta-feira de cinzas (05), a Igreja Católica no Brasil dá início à Campanha da Fraternidade (CF-2014), com o tema: "É para a liberdade que Cristo nos libertou", extraído do texto da carta de São Paulo aos Gálatas no capítulo 5 versículo 1, o qual traz também seu cartaz que quer refletir sobre o tráfico humano.   As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.   As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tr...

Criminalização juvenil

  Antes de criminalizar uma criança é preciso se entender as possíveis razões que a levaram a esse suposto mundo de delinquência juvenil. Uma criança pode já nascer criminalizada por ser pobre e ter que trabalhar feito um adulto (mesmo não tendo a mesma coordenação motora que a de um adulto).  Assim, muitos acreditam que crianças e jovens podem representar uma ameaça tal qual seja a de delinquentes adultos. Dessa forma defendem veementemente formas mais rígidas e duras de punição para crianças e jovens que as quais já nasceram punidas pela pobreza.  O trabalho infantil e análogo à escravidão é uma vergonha em nosso País, mas a maior parte das pessoas preferem condenar ainda mais nossas crianças e jovens, a lutarem para liberta-los de situações de trabalhos degradantes.  Mais lamentável e estarrecedor ainda, se ouvir de pessoas ditas religiosas e (católicas) as quais nunca se levantaram para defender qualquer criança ou jovem em situação de trabalho degradante...