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Postagens

É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5, 1)

  Nesta quarta-feira de cinzas (05), a Igreja Católica no Brasil dá início à Campanha da Fraternidade (CF-2014), com o tema: "É para a liberdade que Cristo nos libertou", extraído do texto da carta de São Paulo aos Gálatas no capítulo 5 versículo 1, o qual traz também seu cartaz que quer refletir sobre o tráfico humano.   As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.   As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tr...

Criminalização juvenil

  Antes de criminalizar uma criança é preciso se entender as possíveis razões que a levaram a esse suposto mundo de delinquência juvenil. Uma criança pode já nascer criminalizada por ser pobre e ter que trabalhar feito um adulto (mesmo não tendo a mesma coordenação motora que a de um adulto).  Assim, muitos acreditam que crianças e jovens podem representar uma ameaça tal qual seja a de delinquentes adultos. Dessa forma defendem veementemente formas mais rígidas e duras de punição para crianças e jovens que as quais já nasceram punidas pela pobreza.  O trabalho infantil e análogo à escravidão é uma vergonha em nosso País, mas a maior parte das pessoas preferem condenar ainda mais nossas crianças e jovens, a lutarem para liberta-los de situações de trabalhos degradantes.  Mais lamentável e estarrecedor ainda, se ouvir de pessoas ditas religiosas e (católicas) as quais nunca se levantaram para defender qualquer criança ou jovem em situação de trabalho degradante...

Custo benefício da segurança para a indústria automobilística

  Afirmar e reafirmar a preocupação com a segurança dos carros produzidos no Brasil, parece um discurso tentador e fácil para uma imprensa sempre ansiosa por algo que desabone o governo. Não interessa se haverá demissões - com o fim de linhas de produção de automóveis os quais os dispositivos de segurança não são compatíveis a suas 'arcaicas-idades' -, não interessa se os nossos já muito caros veículos comercializados por grandes e médias montadoras (asiáticas no meio), serão encarecidos ainda mais por praticarem as mais altas e absurdas margens de lucro do planeta, à fim de abastecerem suas respectivas matrizes no primeiro mundo carentes de recursos para enfarar a fome por dividendos de seus acionistas.  No fim, o alvo predileto da grande mídia é sempre o governo; em debates ancorados dentro da mais pura conotação ideológica contrária a toda e qualquer política do governo - que é sempre a de culpa-lo, vilaniza-lo ou enfim, responsabiliza-lo por aquilo que se acredita se...

Uma iniciativa privada que ainda não descobriu o seu papel

 Todos os anos a mesma lenga-lenga se repete sobre a falta de infraestrutura de armazenamento de grãos no Mato Grosso; difícil entender que depois de 20 anos se despontando como celeiro brasileiro de grãos, ainda não se tenha resolvido gargalos de infraestrutura que não dependem tanto de intervenção governamental, essencialmente quando se pensa naquilo que o governo federal poderia ter feito à respeito. Afinal, como manda a regra do bom e velho capitalismo, parte dos lucros precisam ser canalizados para novos investimentos.   A palavra-chave que se torna garantia para mais produtividade e mais lucros, parece que não entra na cabeça de boa parte dos empresários nacionais, seja ele de qual segmento for. Lógico que infraestrutura é essencial para a continuidade de desenvolvimento em qualquer cadeia de atividade produtiva e depender de iniciativas públicas para tudo, quando o governo é sempre chamado ao contingenciamento  de recursos para garantir o pagame...

Descobriram a pólvora: 'E se a inflação veio da oferta?'

 Muito interessante o artigo de Fernando Dantas no jornal O Estado de S. Paulo  (confira no link), do último dia 03 em que cita a análise sóbria e altamente dentro da realidade brasileira atual, do economista chefe da corretora CM Capital Markets, Darwin Dib. Ele que também foi analista de contas externas no Departamento de Economia do Itaú, é considerado pouco heterodoxo no meio em que atua, portanto com uma análise muito isenta sobre o que se passa na economia brasileira nos dias de hoje.  Embora seja de tendência ortodoxa, Darwin Dib defende algo que beira - nas palavras de Fernando Dantas -, uma verdadeira 'heresia' para aqueles que possuem uma linha de pensamento semelhante à dele. Dib sustenta que o Banco Central deve manter a taxa Selic em 7,25% até o final do mandato da presidente Dilma Rousseff e ainda frisa que a autoridade monetária está coberta de razão nisso.   O economista diz que heresia seria a defesa de elevações na Selic por conta de ...

Jesus e a ficção

 Um enredo perfeito que inspirou tantas outras histórias da ficção. Jesus seria o 'super-herói' sob medida para qualquer tipo de história 'criada' pelo homem com fins comerciais de entretenimento de massas, se não tivesse o 'final triste' da cruz.  Certamente a cruz não combina com super-heróis e ela de certa maneira é o simbolismo da derrota, da dor; simboliza que o 'Jesus super-herói' não passa de um reles mortal; que sangra; sente dor e o pior: passa por todos os tipos de humilhações possíveis.  No máximo o que os enredos dos heróis da ficção nos oferece, é um exílio forçado do personagem principal, donde mais tarde - depois de recuperada suas forças -, o mesmo retorna mais forte do que antes e então triunfa sobre o seu inimigo.  Até mesmo numa situação dessas, o cinema se inspira na história de Cristo, para dar um pouco mais de realismo, e ou mesmo, um singelo toque sutil de humanismo ao personagem retratado no filme, numa situação alus...

Resultado das exportações de grãos em Goiás

Artigo de Marcus Eduardo de Oliveira Extraído do site Rio Verde Agora   Historicamente, a luta pelo acesso à terra no Brasil sempre deixou corpos de camponeses molhados de sangue espalhados pelo chão. No decorrer do tempo esses corpos somente ocuparam as covas largas e profundas do latifúndio, ilustrando assim a poesia de João Cabral de Melo Neto. Conflitos, trabalho em condições análogas à escravidão e concentração de terras, são profundas marcas que sangram a história amarga desse País. Nossa ainda intacta estrutura agrária,  tacanha desde a gestação das cartas de sesmarias e das Capitanias Hereditárias somente fez, desde então, grassar latifúndios improdutivos.  Pela força dos grandes proprietários, incontáveis braços nunca puderam roçar seu próprio pedaço de solo, pois a reforma agrária sempre foi vista como ameaça ao direito de propriedade. Resultado? Muita gente sem terra e muita terra sem gente (são mais de 90 milhões de hectares improdutivos e somam-se m...

O PIB brasileiro reage

 Pelo visto a reação da atividade econômica brasileira, balizados sob as medidas de estímulo do governo, parecem surtir seus primeiros efeitos significativos na economia nacional.  A semana que passou ficou marcada pelo o anúncio feito pelo Banco Central, através do IBC-Br - Índice de Atividade Econômica do Banco Central -, considerado uma prévia dos números do PIB - Produto Interno Bruto -, o qual demostrou um acréscimo no ritmo da economia de 0,98% no mês de agosto sobre o mês de julho, que segundo o mesmo índice, havia registrado 0,49%.   Há 17 meses consecutivos a economia brasileira vem registrando aumento da atividade através do IBC-Br. E o mês de agosto, foi onde se registrou o maior nível de produção na economia brasileira, desde março de 2011, quando houve registro de aumento de 1,23% no PIB.  Não resta a menor sombra de dúvidas, de que a isso se devem as medidas de estímulo do governo na economia nacional, que em grande parte, possui certa res...

Energia um pouco mais competitiva

 Considerado um dos grandes gargalos de nossa infraestrutura, a energia elétrica no Brasil, passa por sua primeira 'reforma', desde o surto desvairado privativista dos anos 90 no setor, que simplesmente é estratégico para o desenvolvimento de qualquer nação.  Com o anúncio de redução nas tarifas de energia feito pela presidente Dilma Rousseff, na última quinta-feira, durante seu pronunciamento de feriado de 7 de setembro , transcorre em decorrência disso, como um verdadeiro alento para consumidores e o setor produtivo, cansados de pagar elevadas tarifas de energia, e o que vem em cima disso, naquilo que é repassado da composição de custos de fabricação dos produtos das empresas ao consumidor.   Mais uma vez, é importante ressaltar que a composição tributária nas contas de energia, não provém apenas da esfera federal na figura do PIS/PASEP e COFINS. Ela é oriunda em sua maior parcela, do ICMS (que em Minas Gerais por exemplo, é de 30%; E em Goiás que é de 29...

Custo da mão-de-obra X produtividade

  A economia brasileira está sofrendo embates no mínimo contraditórios por conta do resultado do PIB do segundo trimestre e que por sua vez ajuda a muitos, sustentarem a defesa de teses neoliberais; de que é necessária a implementação de reformas - principalmente tributárias e trabalhistas -, argumentado que pelo bem da competitividade do país se torna necessário a adoção de um "mal".  Ou seja, a propositura de um sacrifício; contudo não da parte dos empresários, mas sim, dos trabalhadores e do governo.  Embora a atividade industrial esteja dando sinais de estar sendo o patinho feio  da economia, foi ela quem mais concedeu aumentos aos seus trabalhadores acima da inflação em cerca de 98% das categorias,  enquanto na outra ponta, também argumenta-se de que a produtividade do trabalhador da indústria, também tenha caído.   Eis a pergunta que não quer calar:  A culpa é do trabalhador, por estar produzindo menos e ganhando mais?  E ...

Mudança de modelo no desenvolvimento brasileiro

  Os dados sobre a economia brasileira da última semana, sinalizam  os efeitos quase nulos das medidas de estímulo do governo federal, e o que de fato, o consumidor e o trabalhador têm absorvido em benefícios práticos em sua vida.    A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), sobre a 'linha branca' por exemplo, onde mesmo com esses benefícios, a indústria de fogões, máquinas de lavar e geladeiras reajustaram seus preços para cima, sob a alegação de que por conta do aumento do câmbio, teria havido um consequente aumento nos custos de importação de alguns componentes para fabricação desses produtos, e que por sua vez, estaria influenciado nesses reajustes.  No mesmo bojo dos benefícios tributários para a indústria, se encontram os funcionários da General Motors de São José dos Campos em São Paulo, que foram surpreendidos com um programa de demissões voluntárias.  Avaliando o impacto quase nulo nos resultados da economia brasileir...

Dores do Rio Verde

Este mês comemoramos o tradicional aniversário de Rio Verde e fazemos aqui uma série com duas postagens sobre a história econômica desta que se tornou a grande surpresa da última década com seu vertiginoso crescimento. Desordenado é claro. E o pior! Sem nenhuma expectativa de que o seu padrão de expansão vá melhorar no futuro. Rio Verde surgiu no início do século XIX, com a doação de terras devolutas, feitas através de um decreto imperial que determinava a referida doação a quem se dispusesse a desbravá-las.  Foi nesse espírito desbravador que o 'paulista', José Rodrigues de Mendonça, saiu de sua cidade -Casa Branca, no interior de São Paulo- rumo às terras que já estavam destinadas a serem dele.  Rodrigues de Mendonça que dá nome a uma praça no ‘centro antigo’ de Rio Verde deve ter chegado à região entre 1838 e 1840.  Aproximadamente uma década depois, Rio Verde se emancipava com o nome oficial de: Nossa Senhora das Dores do Rio Verde ou simplesmente, ‘Dores do Ri...