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O legado de Rio Branco

O Brasil é um país da América do Sul, que possui o terceiro maior território do continente e quinto maior do mundo, fruto de séculos de expansão, o qual foi se consolidando desde o seu lento povoamento; tanto sob o domínio português na região, quanto de conquistas diplomáticas após a Independência do país em 1822, principalmente durante os primeiros anos da República.   Mas falar da expansão territorial brasileira, requer um amplo estudo no tempo, onde em seus primórdios, contou com a forte participação dos bandeirantes paulistas, no desbravamento de sertões que hoje pertencem a Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, além de territórios desmembrados desses estados como Rondônia, Tocantins e Mato Grosso do Sul.  Sem deixar de mencionar também, conquistas importantes, desde a anexação de partes como a "Cabeça do Cachorro" no estado do Amazonas ao Norte, passando pelo Acre, até o Sul, por meio do território do Contestado em Santa Catarina.  José Maria da Silva Paranhos Juni...

Empreendedorismo nacional e liberalismo globalista kamikaze

  O mundo empresarial vive sua pior crise existencial, e desde os anos 1980 para cá, parece perdido entre o comodismo de subsídios estatais e o discurso dogmático liberal que prega o Estado como "adversário" do setor privado; esta é uma visão que contaminou o empreendedorismo, mas não ao ponto de comprometer sua sobrevivência, embora se trate ainda, de doses homeopáticas de um veneno que o sufoca aos poucos.  Sem um mercado bancário competitivo, as empresas precisam se virar para encontrar outros meios de financiamento para seus empreendimentos; algumas apelam ainda, pela abertura de seus capitais no mercado de ações, em que lançam mão do famoso IPO (ai.pi.ou - em sua pronúncia em inglês - que quer dizer Oferta Pública Inicial), buscando assim meios de aumentar o capital de suas empresas para poderem ganhar algum fôlego em meio à redução nas vendas.  Muitas se valendo também, de suas posições consolidadas e pelo tradicionalismo no qual estão inseridas em meio ao mercado d...

Chapadão, a historia de uma terra "que mana leite, mel" (e soja)

 Montividiu, é a cidade sede de um dos municípios mais promissores e produtivos de Goiás. Pequena no tamanho, mas grande na produção de grãos. A antiga corrutela criada por volta de 1907, antes conhecida por "Chapadão" (cuja a região é assim conhecida ainda nos dias atuais), se tornou uma verdadeira gigante na produção agrícola goiana.  Isso porque a localidade está bem no meio do cinturão da soja de Goiás (formado pelos maiores produtores goianos tais como Rio Verde, Jataí e Caiapônia).   Montividiu conta hoje com uma população acima de 13 mil habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB), na ordem de R$ 845,64 milhões, figurando-se entre as 45 maiores economias do estado.  Aniversariante do mês, foi emancipada no dia 30 de dezembro de 1987 após exatos 80 anos sob território então pertencente a Rio Verde, desde que foi criada em 28 de novembro de 1907 por Carlos Barromeu Peres.  Barromeu, após adquirir propriedade na região, logo passou a promover festejos r...

Autonomia, independência e soberania

   Na conjuntura atual de verdades ocultadas e desinformação difundida, os conceitos são importantes para se delimitar o alcance ou os limites de cada termo, que nos ajuda na compreensão de suas definições.  Pensando nisso, é importante refletirmos sobre o que vem a ser autonomia, independência e soberania, pois são conceitos muito semelhantes, porém de contextos bastante diferentes e de amplitudes também distintas.  Na semana da celebração dos 199 anos da Independência do Brasil, esses três conceitos se misturam onde a demanda por liberdade não parte necessariamente de seguimentos mais vulneráveis da sociedade, mas exatamente daqueles que temem perder determinados privilégios.  Por isso apoiam o governo em suas ameaças de ruptura institucional, por julgarem não serem mais representados pelas instituições que agora defendem as liberdades de todos (e não de forma tão restrita de tal parcela populacional mencionada).  Por isso desprezam por exemplo o que diz ...

Reforma tributária liberal pra social democrata nenhum botar defeito

 O ministro Paulo Guedes (Economia), decidiu, como no ditado popular "tirar o escorpião do bolso" e enviou ao Congresso Nacional, uma proposta de reforma tributária de teor bastante social democrata, pra um liberal convicto como ele. Trata-se de algo sem dúvida muito importante e que não pode ser ignorado ou tratado como assunto secundário.  Dentre as propostas do governo encaminhadas pelo ministro Paulo Guedes à Câmara dos Deputados, está a previsão de cobrança sobre lucros e dividendos para operadores do mercado financeiro, em especial ainda, para fundos imobiliários.  A ideia é importante já que apenas o Brasil (ao lado de outro país), não realiza a cobrança do tributo sobre lucros obtidos em operações no mercado financeiro de capitais.   Foi uma notícia recebida negativamente para aqueles que operam na bolsa de valores e outros mercados; tanto que o Índice Bovespa caiu e se desfez do recorde de 130 mil pontos registrados na semana anterior ao anúncio do paco...

O poder do amor

  Na Primeira Carta à Igreja de Corinto, na Grécia, São Paulo apóstolo escreveu sobre o amor de forma tão poética que suas palavras ecoaram no tempo na máxima expressão de um sublime sentimento o qual simplesmente é inexplicável.   Por amor as pessoas podem fazer sacrifícios imensos por seus semelhantes e ainda viver no opróbrio da intolerância e da incompreensão; o amor é por isso indescritível, mas Paulo de Tarso deu dicas de como o amor puro e verdadeiro se manifesta.  A fidelidade de um cão por seu tutor, é o mais singelo exemplo. Aliás, os cães sabem como ensinar amor aos humanos de forma tão pura, inocente, meiga e gentil, que poderíamos interpretar tal forma de amar, com um verdadeiro "tapa na cara", dos mesmos que vivem pregando o nobre sentimento, mas pouco o manifesta de forma prática.   Isso porque o amor é sutil, tênue, imperceptível; pode ser comparado à água (que não tem cor, não tem cheiro; é sem forma e muito menos possui sabor), mas é consi...

Espiritualidade em tempos de pandemia

 As diversas e distintas civilizações e culturas, sempre recorreram a explicações de natureza religiosa ou esotérica para explicar os dramas humanos; profecias ou fenômenos naturais como a morte, possuem argumentos aleatórios que no fim, termina no objetivo da dominação coletiva e que beneficia um determinado grupo o qual detém o controle de uma sociedade.  Além da morte, a própria vida de sofrimento e privações pela qual parte significativa da humanidade sofre, também é filosoficamente explicada pelas doutrinas iniciáticas, que fogem do tradicionalismo das religiões comuns e mais densamente seguidas por milhões de adeptos, tais como, o cristianismo, o judaísmo e o islamismo.   Doutrinas de origem mais orientais em que estão inseridas o hinduísmo, o taoísmo ou o budismo, evocam abordagens mais complexas e portanto, de conotação mais profundas que das filosofias religiosas tradicionais, pois evocam a ideia de vida além do plano material ou até mesmo, anterior à ele. N...

Positividade tóxica: negacionismo sutil moderno

 Muito se discute sobre o negacionismo do governo ao redor das medidas adequadas esperadas (e frustradas), para o correto enfrentamento da Covid-19 no Brasil; a conceituação do termo que o envolve, não se aplica apenas ao modo sobre como a pandemia vem sendo confrontada, mas expressa a negação de realidades perigosas e desvantajosas para a maioria, como forma de se preservar situações confortáveis a camadas da sociedade ou de grupos seletos de pessoas.   Dentre os recursos mais utilizados para a negação de problemas estruturais humanos, está a positividade tóxica, que sem dúvida, representa o que há de mais venenoso dentre palavras supostamente envoltas de encorajamento e estímulo.  A positividade tóxica pode se tratar de uma das formas mais cruéis de auto sabotagem que uma pessoa pode ser instigada a adotar, logicamente, por indução externa de outras pessoas; geralmente mal intencionadas ou apenas apressadas em abreviar o que é visto por elas como inconveniências...

Estagnação e desarranjo estrutural da economia

 Desde o ano de 1980, o Brasil parece ter descoberto a receita que impõe o severo fardo da pobreza a milhões de brasileiros; trata-se de uma realidade que se dá em um nível de atividade quase sempre muito perto do piso com preços constantemente pressionados por uma suposta demanda coagida para cima.  Mesmo em situações de desemprego e contração dos salários, onde em tese, os preços também devessem ceder, a realidade comportamental entre os agentes: produtivos, de intermediação e comercialização parece não obedecer à essa lógica.   De acordo com especialistas, isso se deve exatamente pelo fator produtividade per capita, ser muito baixo entre trabalhadores no País.   Por meio dessa realidade o empresário é sempre forçado a cair na "armadilha do corte de custos" em uma realidade onde a demanda está sempre reprimida e o risco de novos investimentos devido às constantes incertezas econômicas.  Ainda dentro dessa dinâmica do corte de custos, o empresariado e...

Thatcher e o Estado brasileiro (grande e fraco)

    Em sua única visita ao Brasil em 1994, a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, marcou sua passagem pelo País com frases certeiras que ainda hoje a caracterizam da forma como ficou conhecida, "Dama de Ferro". Dentre uma de suas elocuções clássicas, definiu o Brasil com uma precisão de mira, muito maior do que a de qualquer atirador de elite de nossas forças.  Durante palestra proferida em um hotel de São Paulo, a ex-chefe de governo do Reino Unido nos anos 1980, disse a seguinte frase: "Defendo um Estado pequeno e forte e o que me parece é que o que vocês têm no Brasil é exatamente o inverso, ou seja, um Estado grande e fraco" .  Até hoje nenhum brasileiro conseguiu definir melhor a natureza estatal brasileira, de maneira tão precisa como então foi feita por Margaret Thatcher. Realmente, mesmo depois de tantos anos após dizer o que pensava do Brasil, naquela realidade de 26 anos atrás, a situação do nosso País, indica se tratar da mesmíssima condição ...

Quando o trabalho é inimigo da produtividade

 Dentre o rodízio de reformas, a pregação da simplificação do Estado que no bojo traz a retirada de direitos, justifica a modernização econômica nacional, com a imposição de novos duros fardos ao País, que certamente trarão o efeito inverso da proposta alegada, dentre tantas boas intenções de governos e técnicos os quais afirmam que a economia voltará a crescer com esses tipos de reformas.  Indubitavelmente o entendimento geral do governo que propõe soluções simples onde o ônus é sempre repassado para os mais pobres, visa preservar a classe média e os ricos, mantendo-os na zona de conforto; a mentalidade da valoração exacerbada do empreendedorismo em detrimento do trabalho, indica ser a metástase de uma preguiça induzida na qual indiretamente alude mais sobre o lucro, do que a produtividade.  Com isso, a simplificação na cobrança de impostos e a desoneração da folha de pagamento, através da retirada de direitos trabalhistas, descapitaliza e consequentemente muti...