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Captação do rio Verdinho ou esperar a seca

 Há aproximadamente 18 anos, fala-se em um projeto para se captar água do rio Verdinho (curso d'água que cruza o município, mas que fica distante do perímetro urbano, cerca de 16 Km). E o problema é exatamente esse: não há sequer um projeto, tudo não passa apenas de um discurso político que atravessou mandatos e os anos.  Agora com a crise hídrica que atinge sobretudo o estado e a cidade de São Paulo, mas que também ronda a capital goiana e que não é uma probabilidade tão remota assim, de vir a acontecer também em Rio Verde, a proposta novamente ganha o ar da graça dos políticos locais.  A cidade atualmente é abastecida unicamente pelo ribeirão Abóboras, contudo, cerca de 50% de sua vazão é captada pela unidade industrial da BRF, que possui sua planta industrial instalada há aproximadamente 15 anos no município. Por conta disso, o abastecimento de água na cidade ficou comprometido, já que só metade do que o ribeirão pode oferecer é disponibilizado para a cidade....

Talk show de esquerda

 O que dizer sobre os últimos posicionamentos dos quais poderíamos enumerar como no mínimo contraditórios da parte de Jô Soares?  O número 1 dos talk shows brasileiros, que há quase três décadas ficou conhecido por seu bordão: "beijo do gordo" - inicialmente no SBT (e mesmo antes disso com o humorístico na Globo "Viva o Gordo") -, parece que resolveu também brindar com o ósculo da amizade, aquilo o que muitos classificariam como que uma guinada à esquerda de sua parte.  Apesar de ainda fazer piadas com o escândalo da Petrobras, Jô Soares tem mantido posições firmes, quando o assunto fica sério.   Sua última interjeição, foi quando ao iniciar um comentário sobre a atuação do deputado Jair Bolsonaro em relação à deputada Maria do Rosário, foi interrompido por um rapaz da platéia que fez um louvor público ao nome de Bolsonaro. Jô quis saber de quem partia tal iniciativa e o mesmo logo se manifestou.   "Eu já ouvi muitas bobagens na minha...

Mitos sobre a elevada carga tributária e a revisão da meta fiscal brasileira

 O brasileiro de classe média ou alta, é mesmo um piadista: deseja serviços de primeiro mundo, mas quer pagar impostos da forma como acontece nas mais atrasadas das sub-democracias asiáticas ou orientais.   E o pior, acha que pode exigir que o governo cumpra suas metas fiscais, mesmo em um ambiente em que tivemos baixo crescimento - com consequente redução na arrecadação e com a sonegação de impostos beirando 500 bilhões de reais/ano -, e que ainda aumente o repasse de recursos para a saúde, a educação, a conservação de estradas e toda a infraestrutura do País.  A Globo ainda na prática da política de "inocente engana trouxa", exibirá na próxima sexta, um documentário no programa jornalístico 'Globo Repórter' sobre o padrão de vida vivido pela população da Suécia (que é desde a década de 1950 promovida pelas políticas de Estado de bem-estar social).  Já a edição do Jornal Nacional desta quarta-feira (03), engrossou o discurso alienante reacionário com um...

A base da pirâmide

    Artigo de João Paulo da Cunha Gomes  A felicidade é o objetivo do objetivo supremo de cada indivíduo. A felicidade do maior número de pessoas é o que almeja a sociedade.   Pretendeu-se, dentre outras coisas, quando se pensou no conceito de liberdade, no século XVIII, que esta criasse as condições para que os homens buscassem a felicidade através do desenvolvimento de suas aptidões, visando sua participação na vida política.  Idealizou-se que o Estado não deveria interferir na iniciativa individual, limitando-se a garantir outros serviços considerados essenciais à coletividade.   A livre concorrência, associada às aptidões pessoais dos indivíduos, se encarregaria de harmonizar a vida em sociedade.  Trata-se do liberalismo, que possui como sua principal obra propagandística "A Riqueza das Nações", escrita por Adam Smith em 1776.  Ocorre que essa tal liberdade, após a derrubada do Antigo Regime, na prática não ...

Somos mais de 200 mil

  Saiu ontem a estimativa populacional dos municípios brasileiros. Rio Verde agora conta exatos 202.221 habitantes, um incremento de 5.173 pessoas em um período de um ano.  Embora a população do município continue crescendo vertiginosamente - com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontando Rio Verde como uma das sete cidades que mais cresceram no período entre 2003 e 2013 -, autoridades e mesmo candidatos a autoridades acreditam que o atual nível de desenvolvimento econômico rio-verdense é satisfatório.   Argumentam ainda que seria perigoso para a saúde social do município promover novas alavancagens ao seu desenvolvimento, pois corre-se o risco do "inchaço populacional".  Ocorre que esse inchaço populacional como já diagnosticado pelo IBGE, já vem acontecendo em Rio Verde há pouco mais de dez anos, e o atual nível de desenvolvimento econômico quase não é capaz de acompanhar esse inchaço populacional.  Porém ...

O banco dos Brics

 Na semana passada um acordo histórico marcou o mundo das finanças com o anúncio da crianção do Banco dos Brics.   Os Brics, como se sabe, é o conjunto de países formado por Brasil, Rússia, China e África do Sul que juntos respondem por quase 20% do PIB mundial.  O termo na verdade nasceu de um acrônimo cunhado pelo economista do Banco Goldman Sachs, Jim O'Neill - inicialmente apenas como Bric (sem o 'S' de África do Sul) -, por meio de um estudo no qual ele aponta que essas economias num futuro próximo passariam a ter papel quase central na economia do globo.     O fato de esse acordo ter o Brasil como anfitrião enfoca o lado grande do País no cenário internacional atualmente, e o consolida como líder regional e protagonista pleno nas decisões que envolvem esses novos atores na moldura da nova ordem mundial.   O Brasil como anfitrião do acordo de criação do banco, reflete sua importância crescente no cenário das decisões multilat...

É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5, 1)

  Nesta quarta-feira de cinzas (05), a Igreja Católica no Brasil dá início à Campanha da Fraternidade (CF-2014), com o tema: "É para a liberdade que Cristo nos libertou", extraído do texto da carta de São Paulo aos Gálatas no capítulo 5 versículo 1, o qual traz também seu cartaz que quer refletir sobre o tráfico humano.   As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.   As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tr...

Criminalização juvenil

  Antes de criminalizar uma criança é preciso se entender as possíveis razões que a levaram a esse suposto mundo de delinquência juvenil. Uma criança pode já nascer criminalizada por ser pobre e ter que trabalhar feito um adulto (mesmo não tendo a mesma coordenação motora que a de um adulto).  Assim, muitos acreditam que crianças e jovens podem representar uma ameaça tal qual seja a de delinquentes adultos. Dessa forma defendem veementemente formas mais rígidas e duras de punição para crianças e jovens que as quais já nasceram punidas pela pobreza.  O trabalho infantil e análogo à escravidão é uma vergonha em nosso País, mas a maior parte das pessoas preferem condenar ainda mais nossas crianças e jovens, a lutarem para liberta-los de situações de trabalhos degradantes.  Mais lamentável e estarrecedor ainda, se ouvir de pessoas ditas religiosas e (católicas) as quais nunca se levantaram para defender qualquer criança ou jovem em situação de trabalho degradante...

Custo benefício da segurança para a indústria automobilística

  Afirmar e reafirmar a preocupação com a segurança dos carros produzidos no Brasil, parece um discurso tentador e fácil para uma imprensa sempre ansiosa por algo que desabone o governo. Não interessa se haverá demissões - com o fim de linhas de produção de automóveis os quais os dispositivos de segurança não são compatíveis a suas 'arcaicas-idades' -, não interessa se os nossos já muito caros veículos comercializados por grandes e médias montadoras (asiáticas no meio), serão encarecidos ainda mais por praticarem as mais altas e absurdas margens de lucro do planeta, à fim de abastecerem suas respectivas matrizes no primeiro mundo carentes de recursos para enfarar a fome por dividendos de seus acionistas.  No fim, o alvo predileto da grande mídia é sempre o governo; em debates ancorados dentro da mais pura conotação ideológica contrária a toda e qualquer política do governo - que é sempre a de culpa-lo, vilaniza-lo ou enfim, responsabiliza-lo por aquilo que se acredita se...

Uma iniciativa privada que ainda não descobriu o seu papel

 Todos os anos a mesma lenga-lenga se repete sobre a falta de infraestrutura de armazenamento de grãos no Mato Grosso; difícil entender que depois de 20 anos se despontando como celeiro brasileiro de grãos, ainda não se tenha resolvido gargalos de infraestrutura que não dependem tanto de intervenção governamental, essencialmente quando se pensa naquilo que o governo federal poderia ter feito à respeito. Afinal, como manda a regra do bom e velho capitalismo, parte dos lucros precisam ser canalizados para novos investimentos.   A palavra-chave que se torna garantia para mais produtividade e mais lucros, parece que não entra na cabeça de boa parte dos empresários nacionais, seja ele de qual segmento for. Lógico que infraestrutura é essencial para a continuidade de desenvolvimento em qualquer cadeia de atividade produtiva e depender de iniciativas públicas para tudo, quando o governo é sempre chamado ao contingenciamento  de recursos para garantir o pagame...

Descobriram a pólvora: 'E se a inflação veio da oferta?'

 Muito interessante o artigo de Fernando Dantas no jornal O Estado de S. Paulo  (confira no link), do último dia 03 em que cita a análise sóbria e altamente dentro da realidade brasileira atual, do economista chefe da corretora CM Capital Markets, Darwin Dib. Ele que também foi analista de contas externas no Departamento de Economia do Itaú, é considerado pouco heterodoxo no meio em que atua, portanto com uma análise muito isenta sobre o que se passa na economia brasileira nos dias de hoje.  Embora seja de tendência ortodoxa, Darwin Dib defende algo que beira - nas palavras de Fernando Dantas -, uma verdadeira 'heresia' para aqueles que possuem uma linha de pensamento semelhante à dele. Dib sustenta que o Banco Central deve manter a taxa Selic em 7,25% até o final do mandato da presidente Dilma Rousseff e ainda frisa que a autoridade monetária está coberta de razão nisso.   O economista diz que heresia seria a defesa de elevações na Selic por conta de ...

Jesus e a ficção

 Um enredo perfeito que inspirou tantas outras histórias da ficção. Jesus seria o 'super-herói' sob medida para qualquer tipo de história 'criada' pelo homem com fins comerciais de entretenimento de massas, se não tivesse o 'final triste' da cruz.  Certamente a cruz não combina com super-heróis e ela de certa maneira é o simbolismo da derrota, da dor; simboliza que o 'Jesus super-herói' não passa de um reles mortal; que sangra; sente dor e o pior: passa por todos os tipos de humilhações possíveis.  No máximo o que os enredos dos heróis da ficção nos oferece, é um exílio forçado do personagem principal, donde mais tarde - depois de recuperada suas forças -, o mesmo retorna mais forte do que antes e então triunfa sobre o seu inimigo.  Até mesmo numa situação dessas, o cinema se inspira na história de Cristo, para dar um pouco mais de realismo, e ou mesmo, um singelo toque sutil de humanismo ao personagem retratado no filme, numa situação alus...