Há pouco mais de 50 anos, mais precisamente entre 1969 e 1972, o governo dos Estados Unidos, através de sua agência dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias aeroespaciais, Nasa, empreendeu missões tripuladas à Lua; dependendo do posicionamento, a distância pode variar entre cerca de 384,4 mil quilômetros a até 405,4 mil quilômetros da Terra.
Pela primeira vez, neste século, seres humanos foram enviados a um outro corpo celeste fora do nosso planeta.
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| Terra vista a partir da órbita da Lua, em imagem registrada por um dos astronautas da Artemis 2 - Foto: Reprodução/ Nasa. |
Ainda hoje, são muitos os céticos que afirmam duvidar de que com a tecnologia do final da década de 1960 ou do início dos anos 1970, fosse possível enviar seres humanos para fora do planeta e trazê-los em segurança, sem que nem mesmo suas saúdes fossem afetadas no decorrer do restante de suas vidas; mesmo em suas velhices, vindo a falecerem de causas naturais devido ao avançar da idade.
No último mês de abril, a Nasa enviou novamente um grupo de quatro astronautas para uma nova viagem sob a órbita da Lua; após 53 anos da última ida tripulada organizada pela agência espacial americana, a humanidade enfim, repete o feito com seres humanos à bordo de uma nave espacial construída com tecnologia atualizada, desenvolvida para repetir o feito realizado na antepenúltima década do Século XX.
Embora o feito não seja assim, uma novidade tão grande, a volta das missões tripuladas à Lua, foi recebida com certo entusiasmo por parte do público, e também pela imprensa, dado ao hiato de tempo ocorrido em mais de 50 anos; não havendo além disso, nada mais que o envio de sondas espaciais de procedência europeia, japonesa, chinesa e indiana.
Mas agora, a volta do homem à Lua, representa outros interesses que aqueles os quais motivaram as missões anteriores. Agora, além de possíveis projetos para fazer da Lua, uma base de entreposto tornando possível viagens a Marte, as missões tripuladas buscam o mapeamento de minerais abundantes na Lua e que são extremamente escassos na Terra.
O hélio-3 é um tipo de mineral capaz de gerar energia limpa e segura, através de fusão nuclear e ele é uma das principais razões para o retorno do interesse humano em explorar a Lua. Além disso, já é de conhecimento público que a Lua contém muita água contida em grandes reservatórios no subsolo; outro fator importante para a colonização humana por lá.
Artemis II - A missão
A missão Artemis II, ocorreu entre os dias 1 a 11 de abril de 2026; teve duração de 9 dias e marcou o primeiro voo tripulado da Nasa, além da órbita terrestre desde a última missão com essas especificações, Apollo 17, realizada em dezembro de 1972, marcando o retorno do homem à Lua após pouco mais de 50 anos depois.
Teve como principal propósito, testar a capsula Orion e sistemas de suporte à vida em condições reais do espaço profundo, visando a preparação para futuras missões previstas com pouso lunar e diferente das missões tripuladas anteriores, a Artemis II, contou com quatro astronautas, são eles:
- Reid Wiseman - comandante, ex-piloto de caça da Marinha dos EUA;
- Victor Glover - piloto, primeiro homem negro a viajar além da órbita terrestre;
- Christina Koch - especialista de missão e primeira mulher a orbitar a Lua
- Jeremy Hansen - especialista de missão, astronauta canadense e o primeiro nativo fora dos Estados Unidos a participar de um voo lunar.
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| Astronautas da Artemis 2 - Foto: Reprodução. |
A colonização lunar é praticamente dada como certa, porém, nenhum futurista até hoje ousou especular sobre os detalhes ao redor de tudo isso, tal como os executivos das big techs, se arriscam ao falarem das Inteligências Artificiais. Mas pelo menos existe um consenso de que a volta das explorações na Lua, se dariam como trampolim pela viabilização de viagens a Marte.
A próxima missão a Artemis 3, prevista 2027, da Nasa, representará mais um avanço do retorno do homem à Lua. O objetivo é preparar futuras viagens tripuladas e à longo prazo, viabilizar uma base permanente em solo lunar. A missão Artemis 3 não irá diretamente à Lua; a missão permanecerá em órbita terrestre para testar manobras de acoplamento da capsula Orion e veículos de pouso.
A missão Artemis 3, inicialmente estava prevista para o primeiro semestre de 2027, mas foi adiada para o fim do ano que vem. O ajuste no cronograma visa aperfeiçoar o desenvolvimento dos sistemas de pouso, além de aumentar a segurança das operações.
Caso esses testes sejam bem sucedidos, a expectativa é que missões tripuladas com a volta de pousos e caminhadas de astronautas na Lua, deverá ocorrer em 2028. Este será mais um importante passo no plano de exploração contínua do satélite natural da Terra.


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